sexta-feira, 25 de maio de 2012

David Parker Ray - O Assassino da Caixa de Brinquedo



David Parker Ray, mais conhecido como "O Assassino da Caixa de Brinquedo" (The Toy Box Killer).

Apesar de ser considerado um serial killer, nenhum corpo de suas supostas vítimas foram encontrados. FBI estima que seu numero de vítimas foi em torno de 60 pessoas.

Nascido em Belen, Novo México, em 1939. Teve uma infância "típica" da grande maioria dos psicopatas: teve um pai abusivo, sofria bullying na escola por ser um garoto tímido. Na adolescência, usou drogas e álcool.

Em algum momento de sua vida, ele começou a sequestrar, torturar e provavelmente matar. Não se sabe precisamente quantas vítimas foram no total, pois ele possivelmente começou no inicio dos anos 50, quando ele ainda era um adolescente.

Seu apelido veio de seu trailer de tortura, o qual ele gastou aproximadamente 100 mil dólares, equipado com seus "amigos": chicotes, polias, correntes, serras... O principal alvo de Ray eram prostitutas. Algumas de suas vítimas eram liberadas após alguns dias. Segundo Hendy, as que morriam, eram desmembradas, queimadas e seus restos foram jogados no lago Elephant Butte.

Ray foi preso no dia 22 de Março de 1999, quando sua última vítima, Cynthia V., conseguiu escapar. Para escapar, Cynthia esperou até que Ray fosse trabalhar e, em seguida, conseguiu pegar as chaves de suas algemas que a cúmplice, e namorada de Ray, havia deixado em uma mesa próxima a ela. Cyntia se libertou das algemas mas foi percebida por Cindy que lutou para prendê-la novamente. Cindy quebrou uma lampada na cabeça de Cynthia mas Cytnhia conseguiu acertar Cindy com um picador de gelo no pescoço e fugiu.

Quando a policia chegou ao local, Cindy e Ray alegaram que sequestram Cynthia numa tentativa de ajudá-la a se livrar do vício em heroína. Ao olharem o trailer, além dos dispositivos de tortura e dos brinquedos sexuais, encontraram o distintivo falso que Ray utilizou quando sequestrou Cynthia e sinais da luta de Hendy conta Cynthia. Foram presos e acusados de 12 crimes diferentes, incluindo sequestro e estupro.

Durante as investigações, mais indícios de outras vítimas foram encontrados. Uma vítima antiga, conhecida como Angelica M., se apresentou a policia e disse que havia sido sequestrada por Ray um mês antes do sequestro de Cynthia V. Ela havia denunciado seu sequestro mas por algum motivo, a policia não prosseguiu com a investigação.

Dentre os pertences, além de fotos de uma vítima, foi encontrado uma carta de um cidadão chamado Mark, da Austrália, para Connie e Candy, que acredita-se ser uma vítima de Ray. FBI, junto a policia australiana, está a procura de Mark para conseguir mais informações sobre Connie, Ray e seus cúmplices.

O Julgamento de Ray começou no dia 28 de Março de 2000. Logo após a escolha do júri, Ray sofreu um ataque cardiaco e seu julgamento foi adiado. Cynthia V e uma outra vítima sobrevivente, Kelly G., testemunharam contra ele. Porém o juiz decidiu adiar o caso pois queria tentar julgar Ray de um crime cometido no Colorado em 1996, apesar das provas não serem muito fortes. Uma lista com as rotinas para manter prisioneiros foi descartada, junto com os dispositivos de torturas contidos na "Toy Box" pois não conseguiram provar que Ray tinha posse desses objetos em 1996. Em 7 de maio, durante o julgamento de Ray pelo assassinato em Colorado, Angelica M. teve uma overdose de drogas e faleceu. Assim, mais um testemunho foi perdido. Em 23 de Maio, após uma nova seleção de juri, o julgamento foi finalmente feito e Ray foi acusado de 12 crimes, incluindo, conspiração para sequestro, sequestro e estupro. Em Julho, o juiz declarou a nulidade do julgamento, pois o juri não conseguia entrar em um acordo sobre o veredicto.

Em Novembro, começou um novo julgamento. Poucos dias depois, o juiz que estava no caso, veio a falecer. O processo não poderia prosseguir até Abril do próximo ano. Desta vez, Ray não deu tanta sorte e foi considerado culpado por todas as 12 acusações. Em Junho começou seu segundo julgamento. Nesse, Ray fez um acordo e se declarou culpado. Com isso, sua filha e cúmplice Jesse Ray, conseguiu uma pena mais amena.

Ray foi condenado a 224 anos de prisão pelo sequestro e tortura de 3 mulheres, mas morreu 8 meses após ser condenado, tendo cumprido 2 anos e meio enquanto aguardava julgamento.

Com sua morte, não havia mais o que ser feito. Nenhum corpo foi encontrado, nenhuma morte foi ligada a ele oficialmente e mais nenhuma vítima se apresentou. Em Novembro de 2002, a Toy Box foi aberta ao pública, com a esperança de que mais vítimas se apresentassem.













Cúmplices conhecidos:

Cynthia "Cindy" Lee Hendy - namorada de Ray. Sentenciada a 36 anos de prisão por sequestro e tortura.

Glenda Jenn "Jesse" Ray - Filha de Ray. Setenciada a 5 anos de liberdade condicional por sequestro.

Dennis Roy Yancy - Setenciado a 2 sentenças de 15 anos cada por sequestro e assassinato em segundo grau.

Vítimas conhecidas:

1995 - Jill Troia

1999 - Cynthia V. e Angelica M.

sem datas especificas:

Kelly Garret

Marie Parker

Angie Montano

Billy Bowers (vítima alegada por Hendy. Foi morto, desmembrado e jogado no lago)

A estória de Cynthia V.

Ela conheceu Ray enquanto trabalhava como prostituta em Albuquerque. Ele ofereceu a ela $20 por sexo oral. Cinthia aceitou. Ao entrar no carro, Cinthia se deparou com Cindy, namorada de Ray. Imaginou que tinha caido numa armadilha mas Ray mostrou-lhe um distintivo e a "prendeu" por prostituição. Eles a amarraram, amordaçaram, prenderam seu pescoço com um colar de metal e dirigiram com ela no banco de trás por horas. Não havia nada que ele pudesse fazer. Quando eles pararam, a levaram para um trailer e a acorrentaram a um ferro ao lado de uma cama. Aparentemente era aonde eles viviam. Eles colocaram uma fita de aproximadamente 20 minutos informando a ela que agora ela seria sua escrava sexual e ela enfrentaria vários tipos de abusos, sexo com animais e tudo que Ray exigisse.

Eles aplicaram choques elétricos e instrumentos médico por várias áreas de seu corpo, a suspenderam do teto, a chicotearam e ameaçaram-na com uma arma.

Após conseguir fugir, a jovem moça correu completamente nua. Dois carros passaram por ela mas não pararam pra ajudar. Ela encontrou uma casa que estava com a porta aberta e entrou. Implorou para uma senhora que estava assistindo TV a ajudasse. A senhora colocou um roupão em Cynthia e ligou para a emergência. Quando os policiais chegar na casa onde Cynthia se encontrava, ela chorava histericamente e apenas gritava "Estou viva! Estou viva!"

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