quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Bobby

Eu era muito jovem na época e estávamos brincando com o velho rádio CB do meu pai.



Eu tinha uns 16 anos quando tirei o rádio do sótão, e perguntei sobre ele para o meu pai na hora do jantar. Ele me explicou o que era. Eu poderia me comunicar com outros rádios pela área através de ondas curtas. Ele se ofereceu para conserta-lo e me mostrar como funcionava.

Eram assim os anos antes da internet. Eu e meu amigo Tom ficamos loucos para começar a usar o rádio. Estabelecemos a unidade em meu quarto por alguns meses e nos divertimos tanto em falar com caminhoneiros na estrada ou fazendeiros próximos. Muitos nos ignoravam ou pulavam a frequência, e nós continuávamos a procurar por qualquer um com quem pudéssemos conversar pelo rádio.

No canal 29, começamos a falar com alguém que parecia ter quase a nossa idade. Ele disse que se chamava Bobby. No rádio, geralmente contávamos piadas, fazíamos algumas brincadeiras e dávamos notícias falsas sobre o tráfego, era tudo muito excitante, mas depois de alguns meses, concordamos em conhecer o Bobby pessoalmente. Pedimos o endereço e ele disse que morava em uma fazendo a uns 24 ou 25 km fora da cidade.

Então meu amigo Tom pegou o carro dos pais e partimos em um sábado chuvoso. Pegamos a estrada e seguimos para o endereço que Bobby nos deus.

Quando chegamos a uma bifurcação encontramos a placa com o nome da fazenda que Bobby tinha nos dito pelo rádio.

Pegamos o caminho que a placa indicava e paramos o carro bem na frente da casa de Bobby, esperávamos que ele estivesse ali pronto pra nos receber.

Em vez disso acabamos encontrando uma casa em ruínas sobre o que parecia um celeiro caindo aos pedaços. Eu sei que deveríamos ter saído dali o mais rápido o possível, mas apesar da confusão inicial, nos convencemos que Bobby ainda poderia estar por ali, já que ele disse que encontrou o velho rádio no celeiro que também era o local onde ele ficava quando falava conosco pelo rádio.




Saímos do carro e atravessamos o velho caminhos de pedra até o celeiro, empurramos as grande portas e elas se abriram com um rangido ensurdecedor. Chamamos por Bobby ele não respondeu. Então decidimos entrar.

Logo encontramos o rádio em um canto, ele estava sobre uma velha mesa de escritório, ainda estava ligado, com o nosso número no dispay e o receptor ainda com o som de estática. Mas foram os ossos humanos que estavam em baixo da mesa que nos fez sair correndo daquele lugar...