terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Serial Killer: Leonarda Cianciulli





Esta assassina não está na lista pelo o número de vítimas, mas pelo que fez com os corpos. Leonarda Cianciulli (14 de novembro de 1893, Montella, província de Avellino – 15 outubro de 1970) foi uma assassina em série italiana. Mais conhecida como a “Fabricante de Sabão de Correggio”, matou três mulheres em Correggio entre 1939 e 1940, e transformou seus corpos em sabão. Tendo nascido filha de um estupro, teve uma infância triste com a mãe cheia de ódio. Tentou cometer suicídio duas vezes. Em 1914, casou-se com um funcionário do registro civil, Raffaele Pansardi, e se mudou para Lariano, Alta Irpinia. Sua casa foi destruída por um terremoto em 1930, e eles se mudaram mais uma vez, desta vez para Correggio. Leonarda abriu uma pequena loja e se tornou muito popular como uma mulher agradável, gentil, uma mãe coruja e uma boa vizinha. Em 1939, Cianciulli soube que seu filho mais velho, Giuseppe, ia se juntar ao exército italiano, em preparação para a II Guerra Mundial. Giuseppe era seu filho favorito, e ela estava determinada a protegê-lo a todo custo. Então, chegou à conclusão de que sua segurança exigia sacrifícios humanos. Ela encontrou as vítimas, três mulheres de meia-idade, todas suas vizinhas. Depois de assassinar a sua primeira vítima com um machado, se livrou do corpo desta forma (suas próprias palavras): “Eu joguei os pedaços em uma panela, acrescentei sete quilos de soda cáustica, que eu tinha comprado para fazer sabão, e agitou toda a mistura até que os pedaços dissolveram-se em um mingau, espesso e escuro que coloquei em vários baldes e esvaziei próximo a um tanque séptico. Quanto ao sangue na bacia, eu esperei até que coagulasse, sequei no forno, e misturei com farinha, açúcar, chocolate, leite e ovos, bem como um pouco de margarina, amassando todos os ingredientes juntos. Eu fiz muitos bolos de chá crocante e servi para as senhoras que vieram nos visitar, Giuseppe e eu também comemos.” Segundo Cianciulli a segunda vítima foi morta exatamente da mesma maneira. Sua última vítima, cantora lírica Virgínia Cacioppo foi morta basicamente da mesma maneira, com uma diferença: “Ela acabou na panela, como as outras duas. A sua carne era gorda e branca, e depois de derretida, eu adicionei uma garrafa de água de colônia, e depois de um longo tempo na fervura eu era capaz de fazer um pouco de sabão mais aceitável cremoso. Eu dei barras para vizinhos e conhecidos. Os bolos, também, foram melhores. É que a mulher era muito doce”. Cianciulli foi apanhada por uma testemunha ocular e considerada culpada por assassinato. Foi sentenciada há trinta anos de prisão, onde morreu por conta de uma hemorragia cerebral.



Grande parte das informações disponíveis sobre Cianciulli vem de sua autobiografia, Le confessioni di un’anima amareggiata (Confissões de uma alma amarga), porém a veracidade de algumas de suas reivindicações tem sido questionada, principalmente porque Cianciulli mesma estava apenas semialfabetizada e não há confirmação de que o livro de 700 páginas foi escrito pelo fantasma e sim por seus advogados, a fim de angariar simpatia por ela.